O Informe do Trabalhador Hoteleiro segue cumprindo um papel fundamental na comunicação com a categoria. O quadro é apresentado por Castro Cardoso, presidente do Sintrahortuh ZN, e leva semanalmente informações, ações e conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras da hotelaria, bares e restaurantes de Sobral e região. O programa vai ao ar todos os domingos, a partir das 12h, pela Rádio Tupinambá FM 100.3, dentro do programa Show de Domingo, apresentado por Adalberto Mendes, com a participação de Castro Cardoso.
Na audição deste 1º de março, foram abordados diversos assuntos de interesse sindical. Na oportunidade, também foi prestada uma homenagem ao Dr. Êzio Azevedo, assessor jurídico do sindicato há mais de 15 anos, que celebrou seu aniversário ao lado da esposa e familiares.
Registramos
aqui um abraço especial e os votos de muitas felicidades, desejando saúde,
sucesso e que esta data se repita por muitos anos.
Outro destaque foi a programação especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. A entidade está organizando uma Tardezinha Especial para as mulheres, com show da cantora Adriaria Gadelha, iniciando ao meio-dia e seguindo até as 16h. As mulheres presentes receberão uma lembrancinha na portaria e uma ficha numerada para participar do sorteio de brindes durante o evento. Também teremos no Quadro Informe do Trabalhador Hoteleiro a participação da Dra. Jamile que falará sobre a luta e conquistas das mulheres, sobre o assedio moral no trabalho e direitos da mulher no trabalho.
Durante o quadro Castro Cardoso também abordou temas importantes relacionados aos direitos dos trabalhadores.
Falou
sobre a pejotização do trabalho, que consiste na transformação de
empregados contratados como pessoa física, no regime da CLT, em prestadores de
serviço como pessoa jurídica. Essa prática configura precarização das relações
de trabalho, pois retira direitos garantidos pela CLT, como férias, 13º salário
e FGTS, além de transferir para o trabalhador riscos que deveriam ser assumidos
pelas empresas.
O que
está sendo discutido atualmente no Congresso Nacional representa, em muitos
casos, mais um ataque aos direitos históricos da classe trabalhadora. Projetos
que flexibilizam as relações de trabalho, ampliam terceirizações e incentivam
contratos precários representam um retrocesso para quem vive do próprio suor.
Na
prática, pretende-se substituir empregos com garantias da CLT por contratos via
MEI (Microempreendedor Individual), o que significa trabalho sem
estabilidade, sem segurança e com rendimentos cada vez mais baixos. Trata-se de
um enfraquecimento das conquistas previstas na Consolidação das Leis do
Trabalho, fruto de décadas de luta da classe trabalhadora.
Não
podemos aceitar que o discurso da modernização sirva de justificativa para retirar
direitos. O verdadeiro desenvolvimento precisa garantir trabalho digno,
renda e respeito à classe trabalhadora. Direitos não são privilégios — são
conquistas históricas.
Outro assunto foi a luta pelo fim da escala 6x1 e pela implantação da escala 5x2. Essa pauta tem ganhado força entre trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais em todo o país. A proposta busca garantir mais descanso, qualidade de vida e equilíbrio entre trabalho e família, sem redução de direitos.
O projeto
que trata do tema já está em tramitação avançada no Congresso Nacional,
ampliando o debate sobre jornadas de trabalho mais justas e humanas. A mudança
representaria um passo importante para melhorar as condições de trabalho e
valorizar a classe trabalhadora.
Por isso,
é fundamental fortalecer a mobilização. Devemos assinar petições e nos
posicionar contra projetos que retiram direitos dos trabalhadores. É preciso
pressionar e cobrar de nossos representantes no Congresso Nacional uma postura
firme em defesa das conquistas históricas da classe trabalhadora.
Precisamos
exigir que nossos parlamentares votem a favor dos direitos trabalhistas,
garantindo proteção, dignidade e justiça para quem vive do seu trabalho.
A participação
e a mobilização popular são essenciais para impedir retrocessos e
fortalecer a luta por trabalho digno.


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