O ato realizado (sábado) 2 de maio, na Praça de Cuba, em Sobral, não foi apenas mais uma manifestação: foi um grito coletivo contra um modelo de trabalho que, há anos, sacrifica a saúde e a dignidade dos trabalhadores.
Entre as vozes presentes, o sindicalista Castro Cardoso, Presidente do Sintrahortuh ZN se destacou ao defender, com firmeza, o fim da escala 6x1. Para ele, esse regime de trabalho é desumano e ultrapassado, especialmente para categorias que já enfrentam rotinas intensas, como os trabalhadores da hotelaria e da gastronomia. Segundo Castro, o fim da escala 6x1 representa um avanço necessário para garantir mais qualidade de vida, equilíbrio emocional e valorização profissional.
“A categoria da hospitalidade e gastronômica é uma das mais sacrificadas. São jornadas longas, finais de semana comprometidos e pouco tempo para descanso. O fim da escala 6x1 será uma conquista histórica para esses trabalhadores”, afirmou.
A realidade desses profissionais, que sustentam um dos setores mais importantes da economia local, é marcada por desgaste físico e mental. Ainda assim, são eles que garantem o funcionamento de hotéis, bares e restaurantes, muitas vezes sem o devido reconhecimento.
Defender o fim da escala 6x1 não é apenas uma pauta sindical — é uma questão de justiça social. É reconhecer que produtividade não pode estar acima da dignidade humana. É entender que trabalhadores descansados produzem melhor e vivem com mais qualidade.
A mobilização em Sobral acompanha um movimento nacional que cresce a cada dia, impulsionado pela insatisfação de milhares de trabalhadores que já não aceitam mais uma rotina de exaustão. A mudança é urgente — e necessária.
O recado dado nas ruas foi claro: é hora de avançar. E, para a categoria da hospitalidade e gastronomia, o fim da escala 6x1 pode representar o início de uma nova realidade, mais justa, humana e equilibrada.


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